CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO TURURU – UMA VISITA MAIS QUE ESPECIAL

 Em 1981 com a expulsão 80 famílias dos moradores da COHAB, remanescentes das áreas urbanas da Operação Esperança, RESIDENCIAL MARANGUAPE II – JANGA /PAULISTA, a Operação Esperança acionou a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife para resolver a questão da expulsão dos moradores. 

A primeira proposta foi transferir os moradores para um terreno da AOR, com 22,8 ha e depois, lotear e doar como foi feito nos engenhos.

Foi feito um convênio com a AOR para legalização da doação e o desenvolvimento de um programa social e comunitário, com a OE e a AOR e suas normas pastorais e com a Prefeitura de Paulista, que construiu o posto de saúde. 


A COHAB arborizou e fez o projeto da escola e da creche. A FAFIRE contribui com o trabalho de organização comunitária, a Academia Santa Gertrudes criou a escola de ensino fundamental e alguns lotes foram destinados para construção de Igrejas, bares, centro espírita e um terreiro de Umbanda. 
Foi construído a Associação dos Moradores, o Centro Comunitário João Paulo II, com formação de grupos de mulheres e  cursos e treinamentos.

Nessa terça-feira, 8 de outubro, o Instituto Educacional e Social de Artes Dom Helder Camara visitou o memorial Dom Helder Camara. A visitação contou com mais 50 crianças e adolescentes da comunidade de Tururu, em Paulista e que são assistidas pelo Instituto.


A turminha foi recebida por Bete Barbosa, membro do Conselho Curador do IDHeC, que deu as boas-vindas, falando da alegria em receber as crianças no lugar onde morou Dom Helder Camara, o principal responsável pela instalação da comunidade.
Em seguida os integrantes do CEDOHC, Filipe Xavier, Vanuzia Lima, Maruza Gabriellê e Lindomar Alves iniciaram, na Igreja das Fronteiras, uma explanação sobre os espaços do memorial.

Os visitantes foram divididas em grupos para dar continuidade à visita ao Memorial, conhecendo a Casa-Museu de Dom Helder e a Exposição Permanente. Enquanto um grupo fazia a visita, outro grupo ficou no Espaço Dom José Lamartine, onde Filipe Xavier fez uma contação de história sobre a vida do Dom. Outras atividades foram desenvolvidas ainda no terraço, onde as crianças foram estimuladas a colocar em forma de desenhos a sua concepção das informações que receberam sobre Dom Helder.


Na Exposição Permanente houve uma dinâmica diferenciada: sob as luzes apagadas, os participantes da visita puderam ver os objetos com as lanternas, enquanto a voz de Dom Helder era ouvida através de uma de suas crônicas lidas em seu programa Um Olhar Sobre a Cidade, que foi ao ar na Rádio Olinda, diariamente, por quase dez anos. A turma ficou muita animada com a dinâmica, que participavam eufóricas ada atividade.

Encerrando a visita foi feito o sorteio de uma caixa de chocolates para quem respondesse corretamente à pergunta: em qual ano dom Helder veio para Recife?

A semente plantada nessas crianças sobre Dom Helder, simboliza o compromisso que o IDHeC tem com a sua missão de preservar e divulgar a vida e a obra de Dom Helder.

Que as sementes floresçam e que essas crianças e adolescentes que estiveram conhecendo o Memorial possam ser semeadores do legado de Dom Helder.

Descubra mais sobre Dom Helder Camara Oficial

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Dom Helder Camara Oficial

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading