DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – A UTOPIA CRISTÃ COMPARTILHADA

Esse foi o tema da 3ª Vigília da Esperança organizada pela Comissão de Justiça e Paz e pelo Fórum Articulação de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Olinda e Recife, do qual o IDHeC – Instituto Dom Helder Camara faz parte.

Distribuídas as tarefas,foram semanas de preparação com reuniões do Fórum no MTC – Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Cristãos e da Comissão de Justiça e Paz, com os encarregados executando suas tarefas para celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um norte, um alento e uma esperança para aqueles e aquelas que têm seus direitos desrespeitados, sobretudo os negros, os índios, homossexuais, presos sem provas, pobres e mulheres.

Como as outras duas Vigílias da Esperança a 3ª Vigília aconteceu nos jardins do Palácio dos Manguinhos. Teve início com uma pequena procissão, iluminada pelas velas distribuídas pela organização do evento e que iam sendo acesas umas pelas outras, em um gesto de união e partilha. 


E, ao som de Porta Estandarte, onde todos cantavam “Olha que a vida tão linda se perde em tristezas assim/Desce o teu rancho cantando essa tua esperança sem fim/Deixa que a tua certeza se faça do povo a canção/Pra que teu povo cantando teu canto ele não seja em vão”.
Uma boa parte dos grupos que integram o Fórum levou símbolos que representassem a sua atuação. Na frente o estandarte do Fórum Articulação abria o cortejo, seguido pela faixa da Comissão de Justiça e Paz e pelos demais grupos como o de Leigos Católicos Igreja Nova, Grupo da Partilha, Grupo Fé e Política Dom Helder Camara, Renovação Cristã do Brasil (antiga Ação Católica), Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Cristãos, Mulher Maravilha, Centro de Estudos Bíblicos – Cebi, Movimento de Cursilhos, Turma do Flau, Movimento de Mulheres Contra o Desemprego, Tenda da Fé, Movimento de Profissionais Cristãos e Instituto Dom Helder Camara.



A acolhida foi feita por Valmir e a fala de abertura ficou por conta do arcebispo Dom Fernando Saburido.




A bela voz de Heloísa e o violão de Ramos encheram os jardins com a belíssima música EU SÓ PEÇO A DEUS, cantada também pelos presentes, dizia “Eu só peço a Deus/Que a mentira não me seja indiferente/Se um só traidor tem mais poder que um povo/Que esse povo não o esqueça facilmente”, anunciando o jogral que falaria sobre dez dos Artigos da Declaração Universal, comentados por frases de Dom Helder Camara, Papa Francisco, Martin Luther King, Nelson Mandela, São Romero das Américas e Ghandi.

Representantes de vários dos grupos da Articulação se revezaram na leitura dos dez artigos e seus incisos e das frases, escolhidas cuidadosamente para complementar os direitos ali proclamados.


A cada leitura de três artigos, Reginaldo Veloso conclamava a todos para dizer com ele a bem-aventurança: “Felizes as pessoas que têm fome e sede de justiça porque serão saciadas” e, em seguida, a cantar o refrão: “ Vem Senhor, vem Senhor, vem libertar o teu povo!”

E, na metade do jogral todos foram convidados a cantar a música Coração Civil: “Quero a utopia, quero tudo e mais/Quero a felicidade dos olhos de um pai/ Quero a alegria muita gente feliz/Quero que a justiça reine em meu país”.

Os presentes vibravam a cada leitura de artigo e ainda mais a cada leitura de uma frase.

E, enquanto isso, um convidado muito especial esteve presente à 3ª Vigília recepcionando a quem chegava e circulando pelos jardins: o boneco gigante de Dom Helder Camara.


Ao final do jogral Reginaldo Veloso surpreendeu a todos e todas com o lançamento de sua mais recente composição em homenagem aos setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos cinquenta anos da Conferência Episcopal Latino-Americana em Medellín e os trinta anos da Constituição Cidadã do Brasil: “Francisco Profecia”, cujo refrão diz: “Francisco, Francisco, a alegria do Evangelho! Francisco, Francisco, a alegria do amor! Francisco, Francisco, louvado sê, meu senhor! Francisco, um mundo justo e saudável profetizou!”

Em seguida as crianças da Turma do Flau apresentaram uma bela coreografia com a música, de Reginaldo Veloso, As Bem-aventuranças ou Meus Parabéns:”Parabéns aos que sentem que são pobres/Pois o Reino de Deus é sua porção/Parabéns aos que choram solidários,/Consolados por Deus eles serão”!

O frade franciscano Frei Aloísio Fragoso fez uma pequena intervenção e logo após, todos foram convidados a cantar “Um dia de Graça”, com todos juntos, em coro cantando : “Um dia, meus olhos ainda hão de ver/Na luz do olhar do amanhecer/Sorrir o dia de graça/Poesias, brindando essa manhã feliz/Do mal cortado na raiz/Do jeito que o mestre sonhava”.


Encerrando a noite, o bispo auxiliar Dom Limacedo falou sobre sua alegria de estar ali e encerrou convidando a todos e todas a cantar a música Momento Novo.

Valmir, que apresentou todo o evento, falou sobre o calendário 2019 de Dom Helder, lembrando que toda a arrecadação irá para a Casa de Frei Francisco. 


E encerrou a noite convidando para o próximo evento da Comissão de Justiça e Paz e do Fórum Articulação de Leigos e Leigas: a celebração do martírio de Pe. Antônio Henrique, em 26 de 27 de maio de 2019. No dia 26 haverá celebração Eucarística na Sé de Olinda e na segunda, 27, uma homenagem a Pe. Henrique, em local ainda a ser determinado.

Foi uma noite de luz e esperança, de reencontros e celebração. Que venham outras vigílias para alimentar a fé e a esperança na utopia cristã de um mundo melhor.
O Portal da Arquidiocese de Olinda e Recife postou matéria sobre as homenagens no dia 10 de dezembro pela passagem dos 70 anos da Declaração Universal do Direitos Humanos. Confira: 

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