Atualidades: Foi Bonito Demais

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O domingo 8 de fevereiro poderia ter sido mais domingo comum, a celebração Eucarística das Fronteiras, poderia ter sido mais uma celebração dominical e o dia teria transcorrido sem maiores novidades.

Mas, desde o dia 7 de fevereiro de 1909, os anos seguintes nunca mais foram os mesmos. Como poderiam ser os mesmos, se, naquela data, havia nascido um profeta, que iria escrever, com suas próprias tintas,  a história da Igreja Católica e da luta pelos direitos humanos?

Dom Helder Camara, 117 anos depois de seu nascimento, ainda é festejado, comemorado, celebrado e admirado, não apenas em Fortaleza, onde nasceu, ou no Rio de Janeiro e Recife, cidades onde viveu, não apenas no Brasil, mas em várias partes do mundo.

E, em 2026, não poderia ser diferente, porque comemorar o  nascimento de Dom Helder é também uma forma de manter viva a sua memória, missão do IDHeC – Instituto Dom Helder Camara e de todos e todas que o admiram e que acreditam que construir um novo mundo, onde todos e todas tenham vida digna, é possível.

As comemorações começaram com a belíssima apresentação do maestro e violoncelista Eugene Lamy e da cantora Bella Schneider, com um repertório escolhido com muito carinho e arrancou efusivos aplausos dos presentes.

E, falando nos presentes, a igreja das Fronteiras, mais uma vez, foi pequena, para a quantidade de pessoas que foram comemorar o nascimento de nosso querido Dom. As pessoas estavam se acomodando como podiam, nas laterais da igreja, do lado de fora, no altar e, até mesmo no terraço.

Após a maravilhosa apresentação, foi a vez dos jovens da Casa de Frei Francisco homenagearem o Dom com a leitura de uma crônica escrita por ele ao completar 70 anos de idade.

A primeira parte das comemorações foi encerrada com uma homenagem a três colaboradores de Dom Helder, sendo duas póstumas, a Dorany Sampaio e Edvaldo Telles. Clicando no link abaixo você podem visitar a galeria com a homenagem póstuma a alguns dos colaboradores de Dom Helder.

E uma mais que merecida homenagem a Pe. José Augusto, ordenado por Dom Helder, cerimonialista da AOR durante se arcebispado e capelão das Fronteiras, durante vários anos, após a volta de Pe. João Pubben para a Holanda. A homenagem foi feita por irmã Vanda, que ressaltou a valorosa colaboração que Pe. José Augusto deu a Dom Helder.

Em seguida o Pe. José Augusto fez uma breve fala, narrando sua convivência com Dom Helder.

A segunda parte foi a celebração Eucarística, presidida pelo capelão das Fronteiras, Pe. Fabio Potiguar e concelebrada outros quatro sacerdotes, entre eles o Pe. João Carlos e o frei Edilson, além de três diáconos.

No final  da celebração, o artista plástico Leopoldo Nóbrega e Frei Edilson, falaram sobre a homenagem do Galo da Madrugada a Dom Helder Camara, o Galo Folião Fraterno e convidaram para o cortejo que irá levar o coração feito pelo artesão Júlio Gonçalves, com aparas de material da Cepe, do convento de Santo Antônio, na rua do Imperador, até a ponte Duarte Coelho, para ser colocado no Galo, de 32 metros de altura.

O cortejo sairá do convento às 18h, dessa terça-feira, dia 10 de fevereiro.

E, para encerrar as comemorações, no pátio das Fronteiras

O bloco Cordas e Retalhos aguardava a todos, acompanhado de uma orquestra de frevo, para manter a tradição desde os tempos em que o Dom estava entre nós, de animar a festa  com frevo.

Imagens: @vitoriaclic e Deo

Abaixo o vídeo da transmissão, ao vivo, do evento.

Imagens: Lucas e @vitoriaclic


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