CELEBRANDO O NATAL QUE SE FAZ ESPERANÇA

Comemorar o Natal tem um significado muito maior que encher a árvore de presentes ou alimentar a lenda do Papai Noel. É muito mais que a ceia farta ou as confraternizações que se espalham por todo o mês de dezembro.
Comemorar o Natal é acreditar na vida que renasce na manjedoura,  na esperança que reacende, na Fé que se realimenta no sim de Maria. É distribuir abraços e sorrisos. É acolhimento. É partilhar  o pão e arregaçar as mangas e lutar para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

É celebrar o nascimento daquele que veio para nos libertar do maior  pecado: a falta de amor.

No dia 24 de dezembro uma grande comunidade se reuniu na igreja das Fronteiras para celebrar a vigília do Natal, preparando o coração para receber o menino que estava para chegar.


Conduzida por Marcelo Barros, a celebração de Natal da Partilha reuniu membros de vários grupos e movimentos da Arquidiocese de Olinda e Recife, seus amigos e familiares, assim como da comunidade das Fronteiras.  IDHeC, Igreja Nova, Fé e Política Dom Helder Camara, Cursilho, Tenda da Fé, MTC,  Amigos da Sopa e CEBI estavam representados, lotando a igrejinha das Fronteiras que parecia estar ainda mais bonita na noite de Natal. 

Celebrar em comunidade é rememorar as celebrações dos primeiros cristãos onde as pessoas se conheciam e partilhavam o pão e a vida. E assim foi nessa celebração no dia 24 de dezembro na igreja das Fronteiras, a igrejinha de Dom Helder, um momento de verdadeira comunhão, celebrando o aniversário do menino que chegou no Natal.


É partilhar palavras como  as de Marcelo Barros no momento da homilia: “  A mensagem que escutamos nessa noite de Natal é uma Boa Nova e ao mesmo tempo um chamado de Deus para nós. Não é mera repetição do que ocorreu em Belém. É consequência e prolongamento. Mas, a narrativa poética e simbólica do evangelho de Lucas nos mostra que a boa notícia de hoje ocorre dentro do mesmo modelo. Segue o mesmo padrão. Tem a mesma fonte. Como disse o papa Francisco: ‘a fonte é um Deus apaixonado pela humanidade e que vem como Deus deitar-se em nossas palhas e nossas manjedouras’. (…)

(…) É nossa tarefa no Brasil, sermos para o nosso povo os pastores que hoje vão a Belém e descobrem a salvação vinda dos pequeninos que representam Jesus. E para fazermos isso, precisamos nos renovar permanentemente a nós mesmos. Nós não nascemos para morrer. Nascemos para viver. OU mais ainda: Vivemos para nascer. Não somos apenas seres mortais. Somos seres natais. Filósofas como Hannah Arendt e Maria Zambrano descobriram a vocação humana para isso que chamaram de \”A hermenêutica do Renascimento\”. Estou falando em renascer permanentemente. Optar pelo novo, renascer a cada dia mesmo no meio da luta e quando o corpo se desgasta é a forma de Deus estar em nós e para o mundo. É força de ressurreição.

Somos seres natais a partir da criança embrulhada em faixas e deitada em uma manjedoura”.
E o menino ou a imagem que o representava, chegou na celebração trazido por duas crianças que já têm raízes fortes no IDHeC. São netos de Clóvis e Antônio Carlos, respectivamente o gerente e o diretor executivo do Instituto. Raquel e Rafael conduziram o menino Jesus até o altar, ao som de Noite Feliz, com cuidado e carinho, felizes com a missão recebida.  O que poderia ser mais belo nesse momento do que duas crianças levarem o menino Jesus à manjedoura?

A comunhão presente ao momento se fazia notar em cada gesto, em cada oração e em cada música, conduzidas por um canto que, com certeza, poderia remeter ao coro de anjos que anunciou a chegada de Deus aos pastores , como fala a música Noite Feliz. Ramos ao violão, Messias na percussão e Isaura e Verônica cantando, foi mais um dos presentes que recebidos nessa celebração.

Renovados na Fé e na Esperança, essa velha senhora que teima em se manter viva e que reacende sua chama ainda mais forte a cada natal, todos repartiram o pão, abraços e sorrisos, confirmando as palavras de Dom Helder : “Quando falo no estrangeiro, e alguém diz que este sonho de um mundo mais justo e mais humano é utopia, costumo citar uma canção nossa, brasileira, que diz: ‘Quando alguém sonha sozinho, é apenas sonho… Quando sonhamos juntos, é o começo da realidade…’ \”

Para todos vocês o Instituto Dom Helder Camara – IDHeC –  deseja que no ano que está para chegar os sonhos sejam sonhados juntos, partilhados e conquistados em comunhão com a Igreja em saída, o sonho que o papa Francisco deseja realizar com o povo de Deus, que caminha em direção à construção de um mundo não apenas possível, mas um mundo melhor.

“O Ano Novo me encontra rezando pela paz, pela aproximação dos Mundos…”. Dom Helder Camara.


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